Museu e indivíduo globalizado
Ressignificações, subjetividades e compartilhamentos virtuais na rede social Instagram
Resumo
O artigo apresenta alguns conceitos pautados nos resultados alcançados durante o processo de investigação da pesquisa-dissertação da autora, realizada de 2014 a 2016. O estudo se dedicou a análise do processo de empoderamento do indivíduo globalizado, sendo este definido pela autora: como aquele que transita autonomamente pelas mídias digitais por intermédio de aparelhos móveis; a pesquisa investigou o ambiente tecnológico virtual, tecido pelos novos protocolos comunicacionais e suas relações com este indivíduo e o museu. Apresentaremos aqui, apenas um recorte pontual, de como o indivíduo utiliza o aplicativo Instagram nas redes sociais e suas diferentes ressignificações e produções de novas subjetividades no substrato digital. E a apropriação do museu como um verdadeiro laboratório imagético, resultando na difusão virtual desse uso em consonância com as variadas formas com que opera esses dispositivos móveis. Nesse arcabouço comunicacional é revelado, no ambiente digital, novas subjetividades que são permeadas pelo que se institui, patrimônio digital empírico. Nesse novo corpo comunicacional imerso nas tecnologias digitais, o museu se revela enquanto fenômeno e potência: ele está suscetível às experiências dos mais diferentes saberes e poderes. Se reconfigura como um espaço exploratório para as tecnociências contemporâneas, estabelecendo um elo entre o humano e o mundo – seja ele digital, virtual ou real.
Museu; Museologia; Mídias digitais; Instagram.
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